" Paris, Le Cours la Reine", 1927 by Roger-Viollet
Et alors...
mardi, juin 29, 2004
O post é para você, Pedrinho.
Fête le 29 juin
Discípulo, santo chaveiro, primeiro papa, festejado em 29 de junho, juntamente com São Paulo, aparece em estórias populares como personagem astuto, espécie de Pedro Malasartes, com maior dignidade, mas idêntica desenvoltura. De sua simplicidade e boa-fé, espontânea credulidade, visíveis no Novo Testamento, o povo o tornou personagem curioso, que ora se liberta de circunstâncias aflitivas ou difíceis com imperturbável sangue frio, ora resolve essas situações com processos não muito ortodoxos, mas perdoados pela indulgência de Jesus Cristo, seu companheiro nas jornadas.
Como chaveiro do céu, recebe as almas, e o anedotário o coloca no primeiro plano para sofrer ou afastar as sabedorias empregadas para uma entrada clandestina no paraíso.
Era uma tradição popular em várias localidades brasileiras furtar uma das bandeiras hasteadas à porta de casas residenciais,hábito este privativo da época junina, e comunicar depois a futura devolução, como cortejo solene. A bandeira furtada era recebida com festas, bailes e música.O dia 29 de junho era a data escolhida para a devolução da bandeira. Na Bahia, os festejos eram promovidos especialmente pelos sacerdotes seculares e pelas viúvas, atendendo à tradição popular de o santo ter enviuvado.
Dicionário do Folclore Brasileiro, Luís da Câmara Cascudo, Ed. Global, São Paulo, 2000, páginas 506-7.
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vendredi, juin 25, 2004
If you believed they put a man on the moon, man on the moon
If you believe there´s nothing up my sleeve, then nothing is cool
(Berry/Buck/Mills/Stipe)
Muitas vezes me coloquei no lugar dos pacientes. Já treinava ser assim desde a faculdade...
Certa vez, num início de noite de inverno, quando todas as atividades do Centro Cirúrgico já haviam se encerrado, entrei numa das salas e me deitei na mesa operatória. Pedi para uma amiga, que era cúmplice das minhas esquisitices, que acendesse o foco sobre mim. Achei engraçado, parecia um ovni (e existe?!). Fui flagrada por um jovem professor, para quem eu tive de explicar que queria experimentar a sensação que os doentes sentiam quando deitados ali. Felizmente ele entendeu a minha curiosidade e não denunciou minha audácia para o chefe do Departamento de Cirurgia.
Também já provei (não ingeri) inúmeros medicamentos antes de prescrevê-los, para saber se o gosto era suportável (porque a maioria não é). E quando sofri um acidente de carro, que me deixou imobilizada por quatro meses, fiz coisa pior. Aprendi qual é o melhor antiinflamatório não hormonal e qual é o melhor relaxante muscular de ação central, porque eu testei quase todos.
Muitas vezes eu não quis, mas me coloquei no lugar dos pacientes. Como na tarde quente de quarta-feira, passada boa parte dela numa sala de espera de hospital, aguardando para ser examinada, porque a minha médica só atende lá. Era tanta mulher triste, tanta mulher ansiosa, que fui ficando do tamanho de nada (porque não consegui achar algo tão pequeno para comparar).
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samedi, juin 19, 2004
Não é todo mundo que tem a felicidade de ter nome de música do Chico Buarque. Eu tenho...
Cecília
Quantos artistas
Entoam baladas
Para suas amadas
Com grandes orquestras
Como os invejo
Como os admiro
Eu, que te vejo
E nem quase respiro
Quantos poetas
Românticos, prosas
Exaltam suas musas
Com todas as letras
Eu te murmuro
Eu te suspiro
Eu, que soletro
Teu nome no escuro
Me escutas, Cecília?
Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença
Palavras são brutas
Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve
Tremessem por ti
Mas nem as sutis melodias
Merecem, Cecília, teu nome
Espalhar por aí
Como tantos poetas
Tantos cantores
Tantas Cecílias
Com mil refletores
Eu, que não digo
Mas ardo de desejo
Te olho
Te guardo
Te sigo
Te vejo dormir
Chico Buarque, 1998
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samedi, juin 12, 2004
Romeo et Juliet, Marc Chagall
A Min postou para o dia dos namorados, porém ressaltou que cuidados devem ser tomados para que o sonho não vire pesadelo...
Vou testar.
SONHO DE CHOCOLATE
Ingredientes:
- 1 xícara (chá) de água
- 1/2 xícara (chá) de manteiga
- 1 colher (café) de sal
- 1 colher (chá) de açúcar
- 1 xícara (chá) de farinha de trigo
- 4 ovos
Recheio:
- 2 colheres (sopa) de chocolate em pó
- 2 colheres (sopa) de açúcar
- 1 pitada de sal
- 1 xícara (chá) de creme de leite batido
Modo de Fazer:
Numa panela colocar a água, a manteiga, o sal e o açúcar. Deixar ferver. Juntar a farinha de trigo peneirada de uma só vez, mexendo sempre até a massa se desprender do fundo da panela. Retirar do fogo e continuar a mexer até a massa ficar macia. Deixar esfriar. Juntar os ovos um a um, misturando bem. Pingar de 10 a 12 porções de massa numa assadeira untada. Assar em forno quente, até que os sonhos fiquem dourados e crescidos (cerca de 1/2 hora). Tirar do forno e dar um talho de cada lado do sonho, para que não murchem. Levar novamente ao forno pôr mais uns 5 minutos. Deixar esfriar bem e rechear com o creme.
Recheio:
Misturar o chocolate, o açúcar e o sal. Juntar aos poucos o creme de leite batido, misturando até obter uma massa bem lisa. Deixar gelar muito bem. Colocar na batedeira e bater até o creme ficar consistente. Rechear os bolinhos na hora de servir.
[receita tirada do site http://cybercook3.uol.com.br ]
Post "emprestado" do Nova Fórmula.
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09:31
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jeudi, juin 10, 2004
Cité Lemercier
17ème Arrondissement
Quarto n°13...
Cité Lemercier
Rue Lemercier, 28
Métro La Fourche ou Place de Clichy
A Cité Lemercier preserva o aspecto de uma humilde viela de antigamente. À esquerda, vê-se uma linda casa decorada com relevos em gesso e estatuetas, coqueluche da primeira metáde do século dezenove. Esta casa é um ateliê de artista. A hera, descendo até o chão, dissimula aos olhares indiscretos os jardins dos números 1 até o 7. Um pouco distante, a partir dos números 8 e 9, as entradas são assinaladas por duas pilastras de tijolos. É preciso visitar o conjunto residencial Lemercier na época em que as roseiras se abrem, enchendo de perfume toda a viela.
Talvez o visitante encontre uma velha senhora, ali residente, que contará histórias de um certo Jacques Brel: nos anos de juventude e miséria, o cantor morou no Hôtel do Chalé, que fica no n° 11.
Invariavelmente vestido com uma velha capa impermeável, o cantor, discreto e arredio, deixou uma lembrança inesquecível em todos que ali com ele cruzaram. Durante quase toda a vida o artista belga conservou o quarto n° 13, pagando regularmente o aluguel desse lugar ao qual deixava de vir, mas que guardava escondido no fundo do coração.
No livro do hotel, o registro escrito a mão: "Jacques Brel, nascido em 8 de setembro de 1929, passaporte número E 083513."
Fonte: Paris - Insólita & Misteriosa, Rodolphe Trouillex, Ed. Record, Rio de Janeiro, 1996, pg 153.
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23:28
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mercredi, juin 09, 2004
Coisa estranha....Fiquei triste, chorei até, ao saber que o menino Toshi se foi. E que não mais leria todo aquele otimismo que ele nos transmitia, mesmo durante os momentos ruins da doença que o levou. E mesmo o conhecendo somente por suas letrinhas.
Toshi, você fará falta para nós todos que torcíamos por sua melhora. Não deu....E eu sinto muito!
Fica em paz...
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23:09
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dimanche, juin 06, 2004
MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA....
Assisti no sábado, no Espaço Unibanco - SP.
Sabe-se que a vida do holandês Johannes ou Jan Vermeer é envolta em mistério. Conhece-se pouco de sua história: que nasceu em 1632, em Delft, na Holanda, casou-se aos 20 anos com Catarina, uma jovem rica, e morreu aos 43 anos, em 1675. Das obras que realizou, 37 possuem autenticidade comprovada e cerca de 20 encontram-se perdidas.
A escritora norte-americana Tracy Chevalier, especializada em usar história para produzir ficção, escreveu o romance "Moça com Brinco de Pérola", em 1999, numa tentativa de explicar o que levou Vermeer a realizar sua obra-prima, criada por volta de 1665.
O filme mostra o fictício envolvimento de Vermeer com sua criada Griet, interpretada por Scarlett Johansson, atriz que tem uma incrível semelhança com a modelo retratada.
Parece que uma das maiores discussões sobre a obra do pintor é que ele utilizava lentes para realizar seu trabalho. Segundo o artista David Hockney, em seu livro "O Conhecimento Secreto" , isto acontecia. Ele afirma que nas obras de Vermeer há detalhes desfocados, enquanto outros são maiores do que vistos a olho nu, o que só poderia ocorrer se o ele usasse lentes. Pois no filme, o diretor assume como verdadeira esta proposta e mostra o pintor usando uma câmara escura.
Mostra também uma bela reconstrução de Delft do século 17, cidade de Vermeer, além de delicados momentos de erotismo. Mas, o que mais impressiona é que você sente como se estivesse dentro de uma de suas telas.
O filme é encantador.
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Moça com brinco de pérola, 47 x 40 cm.
Vermeer de Delft - 1632-1675
The Mague Mauritshuis
Veja tudo de Vermeer aqui. E também sobre a câmara escura.
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22:53
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