" Paris, Le Cours la Reine, 1927 " by Roger-Viollet

Et alors...


dimanche, février 29, 2004


Não sei qual o critério de avaliação deles. O meu teste deu Chet Baker...

Você seria Chet Baker (1929-1988). Chet Baker foi o
expoente máximo do West Coast jazz, estilo
muito em voga nos anos 50. Trompetista e
cantor, o seu estilo intimista atraiu atenções
que foram para além da sua música e, até ao seu
trágico fim, despedaçou corações.


Que Artista de Jazz Seria Voce?
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vendredi, février 27, 2004


A imagem é para a Laura. Hoje é aniversário dela...


Parc de Bercy (www.paris-views.com)


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mercredi, février 25, 2004


D´abord, quando meus arquivos desapareceram, fiquei muito triste, pois perdi o que eu achava melhor no meu blog: alguns comentários de vocês. Não tenho e nunca tive pretensões literárias. Nem tampouco me importava com comentários, mas.....alguns deles me fizeram feliz. E perdê-los seria muito ruim para mim.


Li muitos livros de folclore quando criança. Adorávamos, meu pai e eu. O Câmara Cascudo foi um deles. Maravilhoso! Selecionei esse texto, que eu adoro...


Luar sobre a estação (Divulgação NASA)

Horas

É costume dividir o dia e a noite em propícias ou maléficas. As horas abertas são aquelas em que as coisas más podem agir. Demônios e fantasmas atuam livremente. Pela madrugada ou ao anoitecer é justamente quando se morre. A maior incidência de mortes ocorre nesses momentos de desequilíbrio na temperatura. Ao escurecer e nas últimas trevas, aparecem pelas encruzilhadas a Porca de Sete Leitões, os negrinhos misteriosos, o Cavalo-sem-cabeça, visagens brancas e vagas, com função exclusiva de assombrar, silvos, apitos, rumores sem explicação. Meio-dia, meia-noite e pelas trindades são horas misteriosas para o povo. Horas de aparições e de bruxedos. Horas em que os anjos (meio-dia e meia-noite) estão cantando hosanas a Deus, e, se uma praga ou esconjuro coincidir com os améns ditos pelos anjos no céu, tudo sucederá como foi dito. Aparece já o diabo, ao meio-dia, meia-noite e trindade! Às trindades, que é a hora aberta, é quase de fé que nas encruzilhadas se vê coisa ruim, encontram-se pelas estradas coisas más. Um horário popular em todos os estados do Nordeste brasileiro é o seguinte:

- Primeiro cantar do galo: 1 hora da manhã.
- Segundo cantar do galo: 2 horas da manhã.
- Madrugada alta. Frio da madrugada: 3 horas da manhã.
- Madrugadinha. Ao amiudar do galo: 4 horas.
- Quebrar da barra. Na manhencença: 5 horas.
- Sol de fora: 6 horas.
- Uma braça de sol: 7 horas.
- Sol alto: 8 horas.
- Hora do almoço: 9 horas.
- Almoço tarde: 10 horas.
- Perto do meio-dia: 11 horas.
- Pino do meio-dia: 12 horas.
- Pender do sol, descambar do sol: 13 horas.
- Viração da tarde, ao refrescar: 14 horas.
- Tarde cedo: 15 horas.
- Tardinha, de tarde: 16 horas.
- Roda do sol se pôr: 17 horas.
- Pôr-do-sol: 18 horas.
- Aos cafuis, hora da raposa, noitinha: 19 horas.
- Boca-da-noite: 20 horas.
- Tarde da noite, noite velha: 21 horas.
- Hora de visagem: 22 horas.
- Perto da meia-noite: 23 horas.
- Meia-noite: 24 horas.

Dia da Hora é o Dia da Ascensão do Senhor.
Várias tradições estão ligadas a esse dia. Os ovos postos durante esse prazo têm propriedades terapêuticas excepcionais, valendo por quatro dos comuns. Têm maior força as orações, promessas e propósitos. Quem nasce no Dia da Hora tera possibilidade de adivinho. Não há feiticeiro que possa fazer mal nesse dia.


[Dicionário do Folclore Brasileiro, Luís da Câmara Cascudo, 9°edição, Global Editora, São Paulo, 2000]

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mardi, février 24, 2004


Acabo de deletar TODOS os meus arquivos.......Perdi tudo!
Não que valessem grande coisa, mas...Os comentários valiam.
Puxa, fiquei triste.

Desolée...
Não tem conserto!

Pós-susto:Como é que os arquivos reapareceram? (09:11).

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[imagem capturada da Folha on-line)

Il piú bello dei mari
é quello che non navigammo.
Il piú bello dei nostri figli
non è ancora cresciutto.
I più belli dei nostri giorni
non li abbiamo ancora vissuti.
E quello
que vorrei dirti di più bello
non te l´ho ancora detto.


O mais belo do mares
é aquele que não navegamos.
O mais belo dos nossos filhos
ainda não é crescido.
O mais belo dos nossos dias
ainda não vivemos.
E aquilo
que quero dizer-te de mais belo
ainda não te disse.

Nazim Hikmet

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dimanche, février 22, 2004


Não é simples trabalhar, assim que terminamos nossa formação (informação?!), no hospital onde fazemos a nossa residência médica.

Antes de fazer residência na minha especialidade cirúrgica, fiz residência médica em Cirurgia Geral. A época era difícil, quando o preconceito contra as mulheres que queriam seguir a Cirurgia e existente ainda nos dias de hoje, era muito maior. Fiz de tudo para que parassem de me chamar de "doutorinha", para me chamarem pelo meu nome, só conseguindo às duras penas.

Tempos depois, retorno àquele hospital, onde trabalho até hoje. Claro que tive de brigar muito para conseguir o respeito daqueles que me viam como uma eterna residente. Posso dizer que consegui o tal respeito da grande maioria. Dos que não consegui, mantenho-me distante, mas sempre com profissionalismo. Pena eles não saberem o que é isso.

Hoje, ao assistir
O filho da noiva, lembrei-me de um médico deste hospital, mais um que me enxergava como eterna residente. Ele tem aproximadamente uns 70 anos e é chefe de uma das grandes equipes de lá. Pouco menos de um ano ele manda me chamar: queria que eu operasse sua mulher. Ela, 65 anos, portadora de Parkinson, com uma infecção pulmonar grave, com um tubo orotraqueal há bastante tempo, e dependente do respirador. Precisava de uma traqueostomia. E ele queria que somente eu fizesse a operação...

O melhor amigo dele foi o anestesista e tudo correu bem, apesar da enorme dificuldade que tivemos em mantê-la na posição adequada para a operação. Porém, este anestesista me ajudou, segurando a cabeça dela de tal maneira que eu pude ter um bom campo operatório e realizar o procedimento sem intercorrências.

Depois, ela já teve alta da Unidade de Terapia Intensiva, e mesmo do hospital, várias vezes, retornando sempre devido às complicações pulmonares.

Ele sempre me chama para que eu veja sua cânula de traqueostomia, pois me afirma que ela reclama de dor. Ela não esboça qualquer movimento voluntário, mas ele afirma que se comunica com ela.

Certa vez, fiquei observando os dois, de um canto da Unidade de Terapia Intensiva. Ele passava a mão nos seus cabelos, falava muito com ela, que se mantinha inexpressiva. Ela é o amor da vida dele por quase 50 anos...

Faço idéia de como ele deve sofrer. Sim, é difícil para os médicos perderem a pessoa mais importante de suas vidas para a morte. Você assiste tudo, sem nada que possa fazer, muitas vezes sem armas para lutar contra a doença. Pode tentar, mas ela nos vence. Sempre...

O filho da Noiva é um belíssimo filme. O personagem principal, Rafael, após sofrer um infarto, resolve repensar sua vida e suas atitudes, com a ajuda de um amigo de infância. Fora isso, a estória de amor de Nino, seu pai, e sua mãe, portadora de Alzheimer...Fui às lágrimas. O filme é lindo! Não percam!

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samedi, février 21, 2004



[a foto é de hoje, 7:43 lá]


Nostalgie.fr no ar...

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Impressionante a quantidade de pornografia que existe nos blogs do UOL.....

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Não, não é cansaço...

Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que me estranha na espécie de pensar,
É um domingo às avessas
Do sentimento
Um feriado passado no abismo...

Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.

Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta -
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...

Como quê?
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.

(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)

Porque oiço, veja
Confesso: é cansaço!...

(Álvaro de Campos)

[não me lembro se já postei este poema...]

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mercredi, février 18, 2004



Jacques Prévert em Guéridon (foto de Robert Doisneau)
[capa do livro]

Muitos cães se chamam Ulisses. Mas, e o cachorro de Ulisses, como se chamava? Argos. Ele espera por seu dono em condições menos confortáveis que as de Penélope. Sempre prudente, o rei de Itaca, quando aportou em sua ilha, fez-se irreconhecível, com a cumplicidade de Atenas. E, no entanto, Argos o reconheceu.
"Negligenciado na ausência do seu senhor, ele agora jazia, esticado diante do portal, sobre um monte de estrume de mulas e bois, onde os criados de Ulisses vinham buscar com o que adubar a grande propriedade; ali estava deitado Argos, coberto de carrapatos. Reconhecendo Ulisses no homem que chegava, agitou a cauda e baixou as duas orelhas: faltaram-lhe forças para chegar até onde estava seu senhor."
"Ulisses o havia visto: voltando o rosto, verteu uma lágrima..."
Posêidon, com o espírito vingativo que sabemos ter os deuses, em vão havia se encarniçado contra Ulisses. Mas, arrancar-lhe uma lágrima, só ao velho cão foi permitido.

Les larmes d´Ulysses (título original)

Da dificuldade de ser cão, Roger Grenier, Editora Companhia das Letras, São Paulo, 2002, página 7

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lundi, février 16, 2004


Puxa.....Não somos mais lidos fora do Brasil. Pode isso?

Et alors?

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dimanche, février 15, 2004


Não dá para negar. Posso ser francófona, francófila, o diabo.....Porém, meu passaporte é ITALIANO. As atitudes também, não é mesmo Sr. J?
Será que vai ler?
O Sr. me causou uma síndrome de abstinência horrível. A Penélope também teve...

Façam o teste!

You are an Italian.


What's your Inner European?
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jeudi, février 12, 2004



Eva, bronze,
Musée Rodin, Paris

A PORTA DO INFERNO

A Eva de Rodin...

Rodin começou a figura de Eva em 1881 e ela foi inicialmente concebida em grandes dimensões, e destinada a ser colocada, com Adão, de um lado e do outro da Porta do Inferno. Braços dobrados sobre o peito, rosto baixo, em um gesto de vergonha. Rodin espantava-se por ter que retomar todo dia a bacia da figura. Dizia ver mudar sua modelo, sem saber a causa, confidenciou ele muito mais tarde a Dujardin-Beaumetz. "Modificava meus perfis, seguindo ingenuamente as transformações sucessivas de formas que se ampliavam. Um dia soube que ela estava grávida; entendi tudo. Os perfis do ventre haviam mudado de um modo quase imperceptível; mas pode-se ver o quanto copiei a natureza com sinceridade ao se olhar os músculos das costas e dos lados (...). Certamente eu não tinha pensado que, para traduzir Eva, seria necessário tomar como modelo uma mulher grávida; um acaso, feliz para mim, presenteou-me com ela" (Henri Dujardin-Beaumetz, Entretiens avec Rodin, Paris, 1913).

Uma vez tendo ido embora a modelo, Rodin deixou de lado sua figura, inacabada, e se dedicou à execução de uma Pequena Eva ou Eva Jovem, com o corpo mais liso e sensual. Exposta sem dúvida já em 1883, a Pequena Eva foi rapidamente traduzida em mármore, depois fundida em bronze; de fato, ela alcançou um sucesso testemunhado pelo número de exemplares conhecidos (gessos, terracotas, bronzes e mármores). Existem umas vinte versões em mármore, que se distinguem umas das outras pelo tratamento da base. Nas primeiras, as pernas estão destacadas, enquanto nas versões mais tardias aparece um rochedo que reforça a estabilidade da figura. Este último deu lugar a muitas variantes, todas valorizando o contraste entre o modelado flexível e liso da figura e o rochedo deixado bruto, sobre o qual correm as marcas de ferramentas.

Em 1889, Rodin decidiu mostrar sua grande Eva, sem retomá-la. Apresentou-a assim em bronze no Salão, enquanto um gesso figurava na exposição Rodin, que itinerou na Bélgica e na Holanda durante a primavera e o verão de 1889.

Le Norman-Romain, Antoinette. Cat. Exp. Rodin en 1990. L´Exposition de L´Alma, Paris.
Museu do Luxemburgo, 12 março-15 de julho de 2001, n. 119, p.269.

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mardi, février 10, 2004


Um homem laringectomizado. Não há amor que resista....

E eu continuo não sabendo usar corretamente o masculino/feminino em francês....

+postado por Alma - 12:33
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lundi, février 09, 2004



www.paris-views.com

Em qualquer ordem:

Olhar a vida de qualquer uma dessas pontes....(eu ainda prefiro a Neuf)

Tomar chuva....

Correr no parque Ibirapuera (pode ser com ou sem chuva)....

Dormir.....

Acordar cedo.....

Operar.....

Ouvir Bach....

Viajar.....

Amar (mesmo que incondicionalmente)....

Ter gatos....

Ver Rodin....Monet.....Degas....

Comer algodão-doce perto da EPM....

Tomar vinho (tinto, claro....)

Ver sangue correndo pelos vasos, literalmente....

Ler um comentário de alguém que entra e só olha. Mas não lê. Ô frustração.....

+postado por Alma - 23:21
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vendredi, février 06, 2004



Sol (Folha On-line, 2003)

FARAWAY, SO CLOSE!

Vou dormir.
Só vou acordar quando tudo acabar...

Faraway, So Close!
Nick Cave

Empty out your pockets, toss the lot upon the floor.
All those treasures, my friend,
you don't need them anymore.
Your days are all through dying,
they gave all their ghosts away,
so kiss close all your wounds and call living life a day.
For the planets gravitate around you,
and the stars shower down around you,
and the angels in heaven adore you,
and the saints all stand and applaud you.
so faraway,
so faraway and yet so close.

Say farewell to the passing of the years,
though all your sweet goodbyes will fall upon deaf ears.
Kiss so softly the mouths of the ones you love,
beneath the September moon and the heavens above.
And the world will turn without you,
and history will soon forget about you,
but the heavens they will reward you,
and the saints will be there to escort you.
So faraway,
so faraway and yet so close.

Do not grieve at the passing of mortality,
for life's but a thing of terrible gravity.
And the planets gravitate around you,
and the stars shall dance about you,
and the angels in heaven adore you,
and the saints all stand and applaud you.
So faraway,
so faraway and yet so close.

(tema do filme de mesmo nome)

+postado por Alma - 16:37
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Ócio, ócio, ócio......


(foto da Folha On-line, 2003)

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Cai uma garoa fininha lá fora...

Acho que vão construir um prédio bem em frente da minha janela. Não verei mais as torres da Paulista?

E meu diploma de francês acabou de chegar da PUC. Todo amassado....

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jeudi, février 05, 2004


9° Arrondissement

SQUARE D´ORLÉANS
Rue Taitbout, 80
Métro Trinité


A praça d´Orléans é um lugar curioso do bairro
Nouvelle Athènes. Atravessando a porta-cocheira de arcada sobrecarregada de enfeites, deve-se atravessar um primeiro pátio para chegar a um outro, maior e adornado no centro por uma fonte.
Em 1830, o arquiteto inglês Edward Cresy imaginou e construiu a praça d´Orléans em uma antiga propriedade que pertencia a atriz Mademoiselle Mars. Outro proprietário, o advogado Edward Richardson, apaixonado por arquitetura antiga e novo proprietário da praça, fez várias modificações e mandou instalar a fonte que ainda se pode admirar.
A origem inglesa dos construtores imprime à praça d´Orléans um gênero que a diferencia de outros locais parisienses do século dezenove.
Desde a sua criação, trata-se de um lugar luxuoso, freqüentado pelas celebridades das artes e das letras. George Sand se mudou para lá em 1842, no n°5, quando Chopin morava no n° 9. Alexandre Dumas pai, outro morador do local, deu uma memorável festa em seus apartamentos decorados por Jadin, Delacroix, Boulanger, Grandville e Nanteuil. Muitos outros ainda elegeram morar nesse falastério das artes: a cantora Pauline Viardot, a dançarina Marie Taglioni, o pintor caricaturista Dantan Jeune ou ainda o pianista Zimmermann, que recebia em seu salão de música o vizinho Chopin, claro, mas também Liszt, Rossini e Berlioz.
Hoje as paredes da praça d´Orléans são bastante silenciosas...a não ser por sonhadores que jurariam ter distinguido claramente alguns acordes saindo pelas janelas...

Fontes: Paris - Insólita & Misteriosa, Rodolphe Trouillex, Ed. Record, Rio de Janeiro, 1996, pag.77
http://www.methexis.com

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mercredi, février 04, 2004




L´AMITIE

1965 (Paroles:- Jean-Max Rivière, Musique:- Gérard Bourgeois)
Avec Françoise Hardy

beaucoup de mes amis sont venus des nuages
avec soleil et pluie comme simples bagages
ils ont fait la saison des amitiés sincères
la plus belle saison des quatres de la terre

ils ont cette douceur des plus beaux paysages
et la fidélité des oiseaux de passage
dans leur coeur est gravée une infinie tendresse
mais parfois dans leurs yeux se glisse la tristesse

alors ils viennent se chauffer, chez moi
et toi, aussi, tu viendras

tu pourras repartir au fin fond des nuages
et de nouveau sourire à bien d'autres visages
donner autour de toi un peu de ta tendresse
lorsqu'un autre voudra te cacher sa tristesse

comme l'on ne sait pas ce que la vie nous donne
il se peut qu'à mon tour je ne sois plus personne
s'il me reste un ami qui vraiment me comprenne
j'oublierai à la fois mes larmes et mes peines

alors, peut-être, je viendrai, chez toi
chauffer mon coeur à ton bois

Essa música toca no final de Les Invasions Barbares.....

+postado por Alma - 23:06
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AS MULHERES DE PICASSO...

Pablo Ruiz Picasso (1881-1973), pintor e escultor espanhol nasceu em Málaga, na Espanha, em 25 de outubro.

Filho de um professor de desenho que estimulou seu talento, faz seus estudos em Madri e, depois, em Barcelona, na Escola de Belas-Artes. Lá, mergulha no universo da vanguarda e da modernidade, conhece artistas e intelectuais e freqüenta o cabaré Els Quatre Gats.

A partir de 1900, fixa-se em Paris, acompanhado do amigo Carlos Casagemas. Aí encontra, entre muitos outros artistas, Max Jacob, Van Dogen, Guillaume Appolinaire. E Madeleine, a bela filha do dono do cabaret "Lapin Agile", em Montmartre, de quem faz muitas pinturas.

Arrasado com o suicídio por amor do maior amigo, Carlos Casagemas, Picasso acaba por se envolver com o pivô da tragédia : a bela modelo Germaine. Foi a partir daí e pensando em Casagemas que se iniciou a fase azul. Germaine foi mais um nome na lista de amantes que continuou a existir, durante muito tempo, em sua pintura.

Quando Picasso conhece Fernande Olivier, e por ela se apaixona, no final de 1904, a tristeza fica para trás. Inicia-se aí a breve fase rosa. Não só as cores, mas também os temas se tornam mais alegres. Juntamente com o pintor francês Georges Braque, elabora as coordenadas do que hoje é chamado de cubismo analítico, considerado um dos movimentos mais importantes da história da arte moderna. Fernande , a chamada "amante residente", que com ele partilha bons e maus momentos, vícios e prazeres, o abandona em 1911.


Fernande e Picasso

Ainda 1911 Picasso conheceu outra das importantes mulheres de sua vida, Marcelle Humbert,que passou a chamar de Eva, para mostrar que ela era seu primeiro amor. Marcelle também apareceu em suas pinturas, mas morreu repentinamente em 1917.

Uma viagem à Italia traz à vida do artista Olga Kokhlova, bailarina russa do Ballet Russo de Diaghilev. Com ela Picasso se casa em 1918, mergulhando no mundo do "discreto charme da burguesia". Esta vida bem-comportada o leva a pintar de forma neoclássica, ao mesmo tempo em que realiza obras cubistas (1921/1926) e realistas (1923). Em 1921, nasce Paulo. No futuro, o filho, subserviente e despersonalizado, trabalhará como motorista do pai, aceitando receber um ínfimo salário e lhe dará os netos Marina (1951) Pablito (1954-1973) e Bernard (1959).


Olga Kokhlova

Em 1927 encontra Marie-Thérèse Walter, que então estava com 17 anos. Embora a relação tenha sobrevivido durante sete anos , o encantamento inicial dura pouco. Em 1935, nasce Maya, filha adorada (mas igualmente abandonada) que lhe dará os netos Olivier (1961), Richard (1964) e Diana (1971). Como sempre, depois de um fugaz entusiasmo, Picasso perde o interesse pela musa, que se transforma numa sombra vaga e presença invisível.


Marie-Thérèse Walter

Ainda casado com Olga e mantendo o romance com Marie Therèse , vive durante dez anos com Dora Maar - pseudônimo de Theodora Markovitch que, educada na Argentina, fala perfeitamente o espanhol. Pintora, fotógrafa e participante do movimento surrealista Dora se envolve numa relação violenta e cruel, dividindo o amante com Marie Therèse. Picasso as retrata em telas gêmeas, como rainhas rivais. Muitas vezes pinta-as no mesmo dia e na mesma pose. A relação com Dora dura nove anos. Este período coincide com a guerra de Espanha e a Segunda Guerra Mundial, quando o artista reúne nos seus quadros o drama da violência da História e os tormentos da sua vida privada.
Picasso vive num caos sentimental. Dora - a inspiradora da figura "Mulher que chora" do painel "Guernica" - realiza na ocasião da feitura da obra uma super foto-reportagem, ainda hoje digna de nota.
Dora foi a mais politizada e intelectual de todas as muitas mulheres que Picasso teve e exerceu grande influência sobre o seu trabalho.


Dora Maar, a Mulher que chora...(foto de Man Ray)

Em 1943, Picasso encontra Françoise Gilot - bela e elegante - com quem vive nos arredores de Antibes uma relação tumultuada. A união produz dois filhos nascidos em Vallauris : Claude, em 1947 (que lhe dará o neto Jasmin, nascido em 1981) e Paloma, em 1949. Françoise Gilot, ela mesma uma pintora talentosa e produtiva não suporta o convívio sufocante com o Mestre.
Em 1953,"cansada de viver com um monumento histórico" abandona Picasso e se muda para Paris com os filhos. Casa-se com o cientista Jonas Salk,o descobridor da primeira vacina contra poliomielite e fixa residência nos Estados Unidos.


Françoise Gilot e Picasso

Aos 72 anos, Picasso conhece Jacqueline Roque, de 27 anos, com quem se casa secretamente e vive,com placidez, até o fim. Muda-se para Vauvernages, antes de se fixar no Chateau de Notre-Dame de Vie em Mougins, onde continua a produzir a série de variações sobre grandes mestres.De 1960 a 1973 (ano de sua morte com mais de 90 anos), o trabalho é intenso: mais de mil estampas, desenhos e pinturas. Em 1963, dedicou a Jacqueline nada menos que 163 quadros.


Jacqueline Roque

Algumas das mulheres de Picasso tiveram um fim trágico. Na pior de suas crises depressivas Marie Therèse se suicida em 1977, por enforcamento. Dora,abandonada por Picasso em 1944, sofre de depressão e acompanhada apenas por suas piores recordações durante décadas, morre em julho de 1998. Jacqueline Roque - para quem Picasso era "Sol e Deus" - não suporta a solidão e, em depressão profunda, se suicida com um tiro na cabeça em 15 de outubro de 1986.

Sua neta Marina se forma em medicina, Pablito se suicida poucos dias após o funeral do avô e Bernard torna-se um colecionador de arte. Marina publica em 1998 um livro denúncia bombástico "Grand Père", no qual detona irremediavelmente a figura do avô, embora não tenha se negado a receber a incalculável fortuna que ele lhe deixou.

Fonte:
http://www.tamu.edu/mocl/picasso

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mardi, février 03, 2004



Pablo Picasso

Depois de uma madrugada de insônia, um banho e...trabalho!

(o post do Picasso vem mais tarde, bem mais tarde)

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© template by Ivana, 2003

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