" Paris, Le Cours la Reine", 1927 by Roger-Viollet

Et alors...


lundi, septembre 29, 2003


Uma amiga leu esse blog ontem e se surpreendeu: "Mas é um diário!". Sim, é o diário da tese. Da outra, da derradeira (espero), da que ainda vai acabar comigo. Pois é claro que eu ficarei por aqui escrevendo, e não escreverei nada nela, como fiz no mestrado. Nada científico, só romanceado, rs....Dizem lá na pós que isso é o meu maior defeito. Mas, bem que eu poderia ganhar muito dinheiro escrevendo memoriais para os futuros candidatos à Livre Docência. Eles têm de ser romanceados....

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Ainda bem que alguém tem o melhor para ser publicado. Eu não tenho. Fica dentro da minha cabeça e é impublicável, rs....

Alma | Email | 29-09-2003 06:50:23
(tirado dos Comentários que eu enviei para a Constance)

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dimanche, septembre 28, 2003


Sabe aquela música, Time to Say Goodbye? Muito tocada aqui entre nós, e interpretada pela Sarah Brigthman (que todo mundo pensa que é uma grande soprano) e pelo Andrea Bocelli (que todo mundo acha o máximo como tenor)? Pois é, a Kiri Te Kanawa cantou hoje, lá no parque. Ela e o tenor leram a letra, rs....E cantaram como nunca!
A maestrina , Cláudia Feres, é maravilhosa! Magrinha e super elegante, parecia dançar diante da orquestra. Eu adorei!
Pena que não foi no fim da tarde. Eu acredito que teria sido muito mais bonito, por causa da iluminação do palco e também pelo sol poente, que é sempre um espetáculo alí.

Ia até a Oca, para ver a exposição da Tate Gallery, mas estava super queimada pelo sol. Minha pele branca, que não vê sol há mais
de dez anos, reclamou muito. Estou rubra e a tosse piorou bem. Mas valeu muito a pena todo o sol na cabeça!

E o pior de tudo: não terminei a droga da aula. Só eu mesmo, rs....



A foto é do momento que eles interpretaram a música que eu falei aí em cima...


Quase comprei esse coelhinho cor de rosa aí. Como não pegava bem, optei por fotografar. Ah, esse meu lado lúdico....


Et alors.....Vou dormir! Boa semana!

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Domingo no parque, sol no céu azul e Kiri Te Kanawa no palco. Estou emocionada demais para escrever outra coisa. Inesquecível!

No momento que ela cantou O soave fanciulla, de Puccini, com Marcello Vanucci, regência de Cláudia Feres (maravilhosa!)
Fui às lágrimas...


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Mon Dieu! Mon Dieu! E eu ainda não acabei essa MÈRDE de aula! Odeio fazer o que não gosto. Odeioooooooooooo.......Vou ler Baudelaire!

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samedi, septembre 27, 2003


Uma dor lancinante na minha fronte direita me tortura desde à 5:30h da manhã, quando eu acordei subitamente depois de sonhar com você. Acordei e não consegui mais dormir, até me levantar para ir ao curso de francês, por volta das 7h.

A gripe está me consumindo, literalmente. Somente hoje é que apelei para a sua 'prescrição médica': comprei o Trimedal. Sou rebelde a indicações de tratamentos, tanto de leigos, quanto de médicos. Os últimos, o que sabem?

Amanhã tem Kiri Te Kanawa no Parque Ibirapuera. Ela cantará Puccini...Vou de qualquer jeito!

Pare de fumar, por favor!

Beijo
Eu (em crise de identidade)

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vendredi, septembre 26, 2003


Feliz Ano Novo!

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A Eutanásia é um tema bastante controverso. Acredito que não haja um médico em sã consciência de seus atos e compromissos
com seu doente, que nunca tenha pensado em praticá-la. O que acontece é que a maioria jamais assumiria o fato.

Quem vive a rotina diária de doentes portadores de câncer sabe bem o que eu estou falando. E o que eu estou sentindo também.

E agora essa notícia aí...Dá para condenar essa mãe?

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26/09/2003 - 09h14
Morre jovem tetraplégico francês com a ajuda da própria mãe
da France Presse, em Berck-sur-mer (França)

Um jovem tetraplégico, mudo e cego, cujo caso reabriu a polêmica sobre a eutanásia na França depois que sua mãe tentou ajudá-lo a morrer, morreu hoje em Berck-sur-mer (norte da França), disseram autoridades.

Vincent Humbert, 22, foi levado para uma unidade de reanimação na noite de quarta-feira (24), depois que sua mãe, Marie Humbert, 48, tentou matá-lo injetando-lhe uma substância tóxica.

Denunciada por um médico do hospital, Marie foi detida e posteriormente hospitalizada.

O procurador da República declarou que uma investigação de rotina será aberta devido à morte de Vincent. A promotoria ordenou uma autópsia para determinar as causas da morte.

Acidente

A história da busca pela morte de Vincent, vítima de um acidente de carro há três anos, recebeu enorme publicidade em dezembro passado, quando ele escreveu uma carta ao presidente Jacques Chirac pedindo a descriminalização da eutanásia na França.

Chirac disse ter lido a carta "com grande emoção" e entrou em contato com Vincent algumas vezes por telefone, mas não foi capaz de atender a seu pedido.

Capaz de se comunicar pressionando o polegar direito na mão de outra pessoa, Vincent usou o método com um jornalista para escrever o livro de 188 páginas intitulado "Peço a você para morrer", que chegou às livrarias francesas pela primeira vez ontem.

"Eu nunca verei este livro porque eu morri em 24 de setembro de 2000 [...]. Desde aquele dia, eu não vivo. Me fazem viver. Sou mantido vivo. Para quem, para que, eu não sei. Tudo o que eu sei é que sou um morto-vivo, que nunca desejei esta falsa morte", escreveu Vincent.

Programação

Marie, que desde o acidente do filho luta por seu direito de morrer, concedeu uma série de entrevistas na França no início da semana, afirmando que a morte de Vincent estava "programada", dando uma pista de que poderia coincidir com a publicação do livro.

Ela disse ter levado alguns meses preparando a eutanásia do filho e que ele rejeitou a idéia de ir para um país como a Suíça, onde o procedimento é legal, porque não queria "fugir de seu país como um ladrão para morrer".

Marie disse não ter medo de ser presa. "Perto da dor que tenho sentido por três anos vendo o sofrimento do meu filho, a prisão não é nada", declarou.

As últimas palavras de Vincent em seu livro são um apelo para a compreensão de sua mãe. "Não a julguem. O que ela fez para mim é certamente a mais bela prova de amor do mundo", afirmou.

(retirado da Folha Online)

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Alguns médicos são perfeitos idiotas! Ontem eu me deparei com um exemplo. O fulaninho se achava o tal e resolveu discutir Impressionismo comigo. Ou melhor, Monet. E que ele detestava e achava um monte de pinceladas sem nexo e sem inspiração. Irritei-me de cara. Dei-lhe uma medida de cima a baixo, com aquele olhar desdenhoso de Alma.
Vamos à criatura: cirurgião plástico, gorducho, feio pra danar, careca e dando plantão numa unidade de terapia intensiva.Sacré Bleu!!! E sem educação, pois não me deixava argumentar a minha paixão pelos impressionistas, incluindo o Monet.
Levantei-me e disse: Ça suffit ! Fui embora e a minha gripe piorou...Devia tê-lo mandado à merda! En français.

Alma-Marceau

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E finalmente está aí o contador, rs.....Graças ao Eisntein!

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jeudi, septembre 25, 2003


Faz dois anos que eu assisti uma defesa de tese de doutorado de uma patologista. Ela fez um agradecimento, entre outros, claro, para as suas três gatas. Eu achei bacana. Quem é que mais agüentou o mau-humor dela durante as tantas madrugadas que ficou em claro? As gatas, é lógico. Não foi o marido, nem os filhos. Eles dormiam tranquilamente. E tem gente que faz piada. Sacré Bleu!

+postado por Alma - 23:34
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Tenho alguém aqui, com essa cara, enroscando-se nos meus pés....
Vai ter agradecimento para ela na minha tese de doutorado. Ah, vai.....

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Amanhã é véspera de Rosh Hashaná
Shaná Tová!
Feliz 5764!

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França consegue fazer a primeira clonagem de ratos

Pesquisadores franceses conseguiram fazer a clonagem de ratos, a primeira desta espécie que é um modelo importante de pesquisa para as doenças humanas como o diabetes e a hipertensão, segundo artigo publicado na revista científica americana Science. De acordo com os autores da pesquisa, a clonagem em ratos nunca havia sido conseguida até hoje por causa de uma particularidade dos ovócitos destes roedores, que se ativam espontaneamente nos 60 minutos seguintes à sua saída do oviduto (trompas de Falópio), não dando tempo para os pesquisadores fazerem o procedimento de clonagem.

Os cientistas conseguiram superar o obstáculo, acelerando o procedimento de "transferência nuclear", que consiste em injetar nos ovócitos sem núcleo o núcleo de uma célula do rato a ser clonado. Eles também utilizaram um inibidor de protease (chamado MG132), que tem o efeito de "estabilizar" o ovócito em até três horas.

Graças a esse método, os pesquisadores puderam implantar 129 embriões clonados em duas fêmeas, uma das quais foi fecundada, produzindo três filhotes machos: um morreu pouco após o nascimento e os outros dois conseguiram se desenvolver até a idade de reprodução normal.

Os cientistas também conseguiram produzir duas fêmeas clonadas, que se reproduziram, "demonstrando o potencial da técnica para o desenvolvimento de linhagens de ratos férteis dos dois sexos", concluíram.

Os trabalhos foram realizados por uma equipe dirigida por Jean-Paul Renard, do Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica em Jouy-en-Josas (região parisiense), e foram publicados em um breve resumo no site da revista Science na Internet (www.sciencepress.org).

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mardi, septembre 23, 2003



http://www.paris.fr

Como não achei uma foto bonita do Ibirapuera, coloquei a do Buttes Chaumont. Vou fotografar o Parque no próximo fim de tarde que eu aparecer por lá...Ah, domingo tem Kiri Te Kanawa. Não dá para perder!

+postado por Alma - 21:58
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Dia terrível o de hoje. Além do calor insuportável, a gripe me consumindo. Imagina se eu tomo vacina pra isso! Resisto, apesar da febre. E ainda consigo operar, além de ouvir/ver/examinar quase duas dezenas de pessoas. Agora eu não consigo fazer mais nada. Nem falar. A voz sumiu lá pelas 19:45h e foi no trânsito, mon Dieu!
Faz tempo que não vou ao Parque....

Parque do Ibirapuera

No início da colonização, a região do Ibirapuera (em tupi-guarani Ypy-ra-ouêra = pau pôdre ou árvore apodrecida), era uma aldeia indígena, que compreendia uma vasta área de terras que iam além do bairro de Santo Amaro. Com o crescimento da Província, a planície passou a ser uma área de chácaras e pastagens, destinada às boiadas que seguiam para o Matadouro Municipal, localizado no bairro da Vila Mariana, e para os animais que puxavam os carros do Corpo de Bombeiros da cidade, tanto que o local era chamado de Invernada dos Bombeiros. Em 1906, uma lei estadual transferiu a área para o Município de São Paulo.

No final da década de 20, o Prefeito Pires do Rio decidiu criar um parque dos existentes na Europa, como o Bois de Bologne em Paris, o Central Park em New York, ou o Hyde Park em Londres. Mas como o terreno era alagadiço, um funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como manequinho Lopes, iniciou um 1927 o plantiu de centenas de eucaliptos australianos, com a finalidade de drenar o solo e eliminar o excesso de umidade. Também plantou um grande número de espécies ornamentais e exóticas, destinadas a arborizar as ruas e praças da cidade, e cujas mudas também eram distribuídas à população.

Dessa paixão de um modesto e esforçado funcionário da Prefeitura pelas plantas, o que era um charco virou paisagem. Nascia, assim, o embrião do Parque do Ibirapuera, com um raro acervo de árvores e plantas que hoje encantam seus visitantes e frequentadores.

Em 1951, faltando três anos para a comemoração do IV Centenário, da cidade de São Paulo, uma comissão mista, composta por representantes da Prefeitura, do Estado e da iniciativa privada é instituida pelo Govemador Lucas Nogueira Garcez e pelo Prefeito Armando de Arruda Pereira para que o Parque do Ibirapuera se tornasse o marco desta data. Sob o comando de Francisco Matarazzo Sobrinho, o "Cicillo", esta comissão elaborou um programa de prioridades para o Parque. A idéia central que norteava esta obra seria de unir a modernidade urbana através de uma arquitetura arrojada com um projeto paisagístico não menos avançado. Para tanto, o arquiteto Oscar Niemeyer se responsabilizou pelo projeto arquitetônico. Já o projeto paisagístico ficou sob a responsabilidade de Roberto Burle Marx.

Apesar de todos os esforços visando inaugurar o parque em 25 de janeiro de 1954, data do IV Centenário de São Paulo, isto somente viria acontecer em 21 de agosto de 1954 (Aniversário do Parque do Ibirapuera, data em que foi entregue à população). Na ocasião, 13 Estados e 19 países estiveram presentes na festividade montando 640 estandes. Um dos participantes, o Japão, chegou a construir uma réplica do Palácio Katura, com material importado e que é uma das atrações hoje do Parque, hoje chamado de Pavilhão Japonês.

Das construções realizadas naquele período haviam edifícios estilizados, como o Pavilhão do Rio Grande do Sul (ao lado). Dos que sobrevivem até os dias de hoje estão: o "Palácio das Indústrias" (atual sede da Bienal e do MAC) - Pavilhão Cicillo Matarazzo construído para apresentar uma visão da indústria paulista. "Palácio das Nações", conhecido atualmente como Pavilhão Manoel de Nóbrega e que foi sede da Prefeitura até 1992, utilizado na inauguração do parque visando reunir as representações dos diversos países. "Palácio das Exposições" - sedes atuais dos Museus da Aeronáutica e Folclore, utilizado no IV Centenário para exposições culturais. "Palácio dos Estados" - atual Pavilhão Armando de Arruda Pereira, sede da PRODAM, local que na época tinha como finalidade abrigar a representação das várias unidades da Federação. "Palácio da Agricultura" - atual sede do DETRAN e que foi construído inicialmente para abrigar a Secretaria da Agricultura. Grande Marquise - local onde está situado o mam. Isto sem contar com o Ginásio de Esportes, o Velódromo (o primeiro existente no país) e o conjunto de lagos.

Foram ainda construídos especialmente para as comemorações do IV Centenário os Pavilhões Verde e da I Feira Internacional de São Paulo. Outra obra que chegou a ser construída para este evento foi da "Espiral", símbolo do progresso, mas inviabilizada por dificuldades técnicas.

Passados dois anos de sua inauguração os planos do Prefeito Armando de Arruda Pereira de manter o parque como uma área exclusiva ao lazer do paulistano foi desfeita par seu sucessor, Juvenal Lino de Matos, ao transferir para o local, a Prefeitura que permaneceu no local até 1992.

(www.sampa.arte.br)
Ah, em tempo: eles deixam reproduzir, d´accord?
[reeditado em 23/11/2003]

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lundi, septembre 22, 2003



22/09/2003 - 15h16 (Folha Online - Ciência)
Quase mil cidades do mundo participam do dia sem automóveis
da France Presse, em Paris (França)

Quase mil cidades, em sua maioria européias, participam hoje do "dia na cidade sem meu automóvel". O evento deve contar com a participação de 98 milhões de pessoas, segundo os organizadores.

O dia sem automóveis foi criado em 1998 na França por iniciativa da então ministra do Meio Ambiente Dominique Voynet. Rapidamente, a idéia foi adotada por outras cidades da Europa. O objetivo é fazer com que os cidadãos deixem seus veículos em casa e utilizem os meios de transporte públicos, o que reduz a poluição nos grandes centros.

Cidades de praticamente todos os países europeus participam na operação, com a notável exceção da Rússia, impedindo o tráfico de automóveis em seu centro ou em parte dele. Por outro lado, quase todas as cidades asiáticas ignoram a iniciativa da Europa.

São Paulo de fora

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, até a semana passada 17 cidades brasileiras --sendo 10 capitais-- haviam aderido à iniciativa de restringir o trânsito de automóveis nas zonas centrais. São Paulo, cidade com a maior frota de automóveis do país, ficou de fora. Rio de Janeiro e Brasília também não aderiram ao movimento.

Entre as participantes estão Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Goiânia, Florianópolis, Guarulhos, Porto Alegre, Recife, Santos, São Luís e Vitória.

Na América Latina, se destacam as cidades de Bogotá (Colômbia), que costuma celebrar dois dias sem automóvel por ano, e Buenos Aires (Argentina). No Canadá, a cidade de Montreal também aderiu ao movimento.

Na Europa

Na França, além da capital Paris, que impede o trânsito em um grande perímetro de seu centro, também se destacam as cidades de Lyon, Lille, Rennes e Estrasburgo. Porém, como este ano o dia sem automóveis caiu numa segunda-feira, algumas cidades francesas decidiram antecipar a idéia para sábado ou domingo.

A Espanha, com mais de 200 cidades, é o país com o maior número de municípios participando na operação, superando Áustria (160), Alemanha (80) e França (72).

Na Itália, o dia sem automóvel não motivou as autoridades. Apenas 11 cidades, incluindo Palermo, Siena, Pádua e Brescia, proibiram parcialmente o uso dos automóveis, mas outras aderiram oficialmente ao movimento. Em Roma, por exemplo, as autoridades disponibilizaram bicicletas para a população em alguns bairros e organizaram eventos explicativos, mas não interromperam o trânsito.

No Reino Unido, 62 cidades, incluindo Londres, participam no dia sem automóveis. A iniciativa mais importante foi adotada no bairro dos museus da capital, onde várias ruas foram fechadas ao tráfico esta segunda-feira. Uma delas, inclusive, permanecerá fechada durante os próximos seis meses.

Em Atenas, muitas pessoas preferiram caminhar esta segunda-feira. Além disso, filas podiam ser observadas nos pontos de ônibus e o trânsito não registrava os problemas habituais. Porém, mais do que o dia sem automóveis, as causas para a mudança foram a greve dos táxis e dos postos de serviço.

Na Ásia, Taiwan foi o único país a aderir à idéia. Em Taipé, e outras grandes cidades do país, milhares de taiwaneses optaram pelas bicicletas ou patins. Além disso, os meios de transporte públicos reduziram o preço de suas tarifas à metade.

+postado por Alma - 19:53
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Olha o nível da água.....Não passava barco debaixo das pontes. Pena que eu não achei a data dessa foto, mas foi da última enchente do Sena. Quase que o porão do Louvre foi atingido pelas águas...(reeditado em 23/11/2003)

+postado por Alma - 19:40
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vendredi, septembre 19, 2003






À quoi ça sert?

comme toi j'ai un coeur
qui ne peut rien promettre
à qui l'amour fait peur
mais qui t'aime peut-être
à quoi ça sert de le cacher
à quoi ça sert d'y échapper?

je n'ai rien à t'offrir
que ce que mes yeux voient
tu ne veux pas souffrir
mais qui ne souffre pas?
à quoi ça sert de l'éviter
à quoi ça sert de t'en aller?

à rester dans ta tour d'ivoire
en broyant du rose ou du noir
tout seul - tout seul

comme on n'est pas très malheureux
on oublie qu'on n'est pas heureux
tout seul - tout seul

je n'ai que les étoiles
et rien d'autre pour toi
si l'on doit se faire mal
c'est la vie qui veut ça
à quoi ça sert de rester seul
à quoi ça sert de vivre seul

je n'ai que les étoiles
et rien d'autre pour toi
si l'on doit se faire mal
c'est la vie qui veut ça
à quoi ça sert de rester seul
à quoi ça sert de vivre seul
tout seul -
(Françoise Hardy) +postado por
Alma - 22:57
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jeudi, septembre 18, 2003


Ai, ei....esse meu treinamento solitário aqui tá divertido. Que ninguém me leia. E por hoje chega, que tenho coisa importante por fazer...

+postado por Alma - 21:17
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A CATEDRAL

A catedral de São Paulo
Por Deus! que nunca se acaba
- Como minha alma.
É uma catedral horrível
Feita de pedras bonitas
- Como minha alma.
A catedral de São Paulo
Nasceu da necessidade
- Como minha alma.
Sacro e profano edifício,
Tem pedras novas e antigas
- Como minha alma.
Um dia há de se acabar,
Mas depois se destruirá
- Como o meu corpo.
E a alma, memória triste,
Por sobre os homens arisca,
Sem porto.
... os que esperam, os que perdem
o motivo, os que emudecem,
os que ignoram, os que ocultam
a dor, os que desfalecem,
os que continuam, os
que duvidam... coração,
Afirma, afirma e te abrasa
Pelas milícias do não!

ANDRADE, Mário de. Poesias Completas. São Paulo: Martins Editora, 1955. p. 402-403.



+postado por Alma - 21:01
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A pós-graduação está me consumindo...E pensar que eu mal comecei o doutorado, que tenho todo o chão pela frente, todo o projeto por começar, tanta dor de cabeça para sentir...Os amigos todos se foram, estou sozinha lá. Uma gente chata, sem criatividade, sem sonhos, sem nada...Ai, estou reticente hoje. E tudo porque sonhei em italiano....

+postado por Alma - 19:49
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mardi, septembre 16, 2003


"Terça insana"...Retorno ao trabalho, aquele monte de gente doente me esperando. Aqueles meninos, uns pentelhos, pra ensinar alguma coisa. E a minha falta de paciência....Ah, a minha falta de paciência.
Bom seria não ter
fronteira?

MSF intervient sur les 5 continents

www.msf.fr

La Fondation Médecins sans Frontières est une fondation reconnue d'utilité publique. Elle a été créée en 1989 à l'initiative de Médecins Sans Frontières afin de servir de cadre de réflexion sur les pratiques humanitaires et les contextes d'intervention.

Há alguns anos atrás eu quis me juntar aos Médicos sem Fronteiras. Não fui, por não querer deixar a minha família. Fiz a melhor escolha? (reeditado em 23/11/2003)

+postado por Alma - 20:15
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lundi, septembre 15, 2003


A foto, bárbara, recebi por e-mail. Lindos, n´est-ce pas?


+postado por Alma - 23:39
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POR NÃO ESTAREM DISTRAÍDOS

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Clarice Lispector

in "Para não esquecer" - 5ª ed. - Siciliano - São Paulo, 1992

+postado por Alma - 23:28
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Agora é hora de cuidar da saúde. Da minha, pois ando cansada de cuidar da saúde dos outros...
Viu como eu escrevi hoje,
Constance
Só faltaram os nomes das telas do Marc Chagall. Deixei para você, d´accord?


Relógio do Musée D´Orsay - Christian Peacock

+postado por Alma - 16:09
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Tive uma agradável surpresa lá no Conjunto Nacional. Deparei-me com uma exposição de xilogravuras no Conjunto Cultural da Caixa, Muito Além do Real, com 20 gravuras de Dalí, 18 de Goetz e 10 de Chagall. Entrei pelo Marc Chagall (1887-1985), que eu adoro.

Conjunto Cultural da Caixa - Av. Paulista, 2083, até 28/09/2003


MARC CHAGALL
(Pintor) (1887-1985)

Chagall se formou na Escola de Arte de São etersburgo. Em 1910 mudou-se para Paris e dois anos depois participou das primeiras exposições dos artistas independentes. Foi nessa época que fez amizade com Apollinaire, Delaunay e Modigliani, entre outros. Também foi convidado pelos expressionistas para as exposições de Berlim. Voltou para a Rússia e expôs seus trabalhos com sucesso em São Petersburgo. Começou depois a fazer carreira trabalhando nas escolas de arte, até poder abrir a sua. Estabeleceu-se em Moscou em 1920, onde começou a trabalhar como decorador e figurinista do Teatro Estatal Judeu. Voltou para Paris em 1922. Lá ilustrou a edição das fábulas de La Fontaine. Viajou depois para a Palestina e Polônia. Fez ilustrações para bíblias. Finalmente emigrou para os Estados Unidos em 1941, onde continuou desenhando figurinos e cenários para o balé de Tchaikóvski. De volta a Paris, conseguiu expor suas obras individualmente e levá-las para Amsterdã e Londres. Nessa época surgiram suas primeiras peças de cerâmica, produto das viagens que fez à Grécia e Israel. Em Paris foi contratado em 1964 para pintar os afrescos da abóbada do teatro da Ópera e de uma das salas do Louvre e para desenhar os vitrais das catedrais de Reims e de Zurique. Já era então um artista consagrado mundialmente. A obra de Chagall dificilmente se ajusta a qualquer das vanguardas do século XX. Esteve relacionado com o impressionismo e o cubismo, mas seus últimos quadros têm um caráter mais surrealista. Os motivos refletem a grande influência das tradições russo-judaicas e uma mística quase inexistente em outros pintores da época. As cores que utiliza são suaves e harmônicas, destacando-se dentre elas seu azul característico de simbologia onírica. Chagall se
preocupava particularmente com a interpretação psicanalítica dos sonhos. Suas obras podem ser vistas nos museus de arte moderna mais importantes do mundo. Enciclopédia Multimídia da Arte Universal©AlphaBetum Edições Multimídia

Enciclopédia Multimídia da Arte Universal
©AlphaBetum Edições Multimídia

+postado por Alma - 15:31
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Ontem fui assistir À la folie....pas de tout, lá no Cinearte. O cinema está acabado, o que é uma pena...As pessoas conversando na sala, senti-me num shopping.
O filme é bem previsível, não chegando a empolgar, não. Talvez a platéia do Cinearte, quase toda ela de sexagenários, tenha contribuído para piorar a minha apatia. A Audrey Tautou bem que merecia um papel melhor...Mas eu gostei da trilha, que é do Jérôume Coullet. Impossível de se encontrar! Revirei a rede...

+postado por Alma - 15:06
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Quando escrevi minha tese de mestrado, queria ter colocado Lisbon Revisited, do Pessoa (na pessoa do Álvaro) na página de rosto. Tiraram a idéia da minha cabeça, pois acharam que era muito agressivo. Agora ninguém me segura no doutorado.....Ahhhh, vou colocar, sim.

Lisbon Revisited
(1923)

Álvaro de Campos

Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estheticas!
Não me fallem em moral!
Tirem-me d'aqui a methaphysica!
Não me apregoem systemas completos, não me enfileirem conquistas
Das sciencias (das sciencias, Deus meu, das sciencias!) -
Das sciencias, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se teem a verdade, guardem-a!

Sou um technico, mas tenho tecnnica só dentro da technica.
Fóra d'isso sou doido, com todo o direito a sel-o.
Com todo o direito a sel-o, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, futil, quotidiano e tributavel?
Queriam-me o contrario d'isto, o contrario de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciencia!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sòzinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sòzinho.
Já disse que sou só sòzinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!

Ó céu azul - o mesmo da minha infancia -,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outr'ora de hoje!
Nada me daes, nada me tiraes, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abysmo e o Silencio quero estar sòzinho!

(Contemporânea, 8 de Fevereiro de 1923)

Teresa Rita Lopes, Álvaro de Campos - Livro de Versos. (Edição Crítica). Lisboa, Editorial Estampa, 3ª ed., 1997.



Fotos de 1914, 1929 (maravilhosa!) e 1935 (veja
aqui).

+postado por Alma - 01:34
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Minha ponte predileta, a Pont Neuf. Linda, imponente, a mais charmosa e a mais antiga de Paris.
Tenho um amigo que é escritor, quando não está examinando os olhos alheios. Ele escreveu um livro, onde eu ganhei uma personagem. Só que ela deveria morrer no final e o gracioso me deu o direito de escolher onde, rs...Escolhi a Pont Neuf. Amigão, né?
Vou pedir para ele me deixar publicar o trecho da minha morte.


Brassai

+postado por Alma - 00:37
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www.babiole.com

É de perder o fôlego!

+postado por Alma - 00:23
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Sacré Bleu! E não é que fui testar, com a ajuda da Constance, e ela ficou gravada aqui e não sai de jeito nenhum? Juro que deletei, mas ela insistiu e voltou...
Falando nela, me cobra tanto que não escrevo aqui...Olha, estou escrevendo, viu? Deveria estar estudando mon français on-line, lá da PUC. Je suis en retard!
Depois volto para contar o filme que assisti hoje de tarde.

+postado por Alma - 00:17
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dimanche, septembre 14, 2003



www.paris.fr

Olha só o metrô Alma-Marceau, da linha 9...A estação fica pertinho da Pont de l´Alma, lá no huitème arrondissement. Quem dera que São Paulo tivesse tantas linhas de metrô.

+postado por Alma - 11:58
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www.uol.com.br

Ah, como eu queria ter passado esse calor por lá.....

É para começar? Vamos lá....

+postado por Alma - 02:48
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